Sobre o tempo no Tarot – algumas considerações pessoais

Se tem uma questão que causa curiosidades, discussões, e para a qual não há uma unicidade de opiniões e métodos, tal é o Tempo no Tarot.

tempo-thumb-800x335-114104“Pode-se narrar o tempo, o próprio tempo,
o tempo como tal e em si?”
In: A Montanha Mágica, Thomas Mann

Como saber em quanto tempo um prognóstico mostrado pelas cartas acontecerá?
Depende.

Há cartomantes/tarólogos que estipulam um prazo antes de deitarem as cartas. Há outros que desenvolvem métodos para defini-lo. E esses são vários.

E é fato que consulentes ávidos por respostas a seus anseios logo nos inquirem “Quando?”. Quando conseguirão um emprego; quando conseguirão a aprovação em algum curso/concurso; quando se reconciliarão com o(a) parceiro(a) ou encontrarão um amor; quando será o melhor momento para realizar dado projeto (viagem, casamento, comprar um carro, etc.); quando determinado investimento dará retorno satisfatório, etc.

Particularmente prefiro estipular um prazo antes da leitura, no máximo 12 meses. Claro, dependerá do método utilizado. Se for a Mandala (com o Tarot), em geral 3 meses. Já a Mandala do Amor (com a Sibila da Antevisão), o prazo estabelecido é de 1 ano, antes e depois do momento da consulta (antes porque nesse método verificamos como estava a relação no passado, no prazo máximo estipulado).

Há outros fatores que devem ser levados em consideração durante a análise, como Arcanos que são mais lentos, outros mais rápidos.

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“El tiempo. No se ve. La hora?
Se mide apenas, corre mucho.
El arbol, enfrente, se dora.”
Jorge Guillén Treboles

Por vezes após o atendimento há quem retorne brevemente “aconteceu tudo antes do previsto!”.
O inverso também acontece quanto aos ansiosos “já se passaram 3 meses [para uma consulta cujo prazo foi 12] e nada aconteceu…”. (Percebem aqui o tempo psicológico em ação?)

Não tenho uma explicação para isso. Sabemos que o tempo é relativo e há diferentes conceitos para ele: tempos físico, psicológico, cronológico, histórico, linguístico. (Vários pensadores, filósofos e tantos outros já refletiram sobre o tema. E poderíamos falar muito ainda sobre. Mas por ora, é satisfatório.).

“As cartas não mentem. E eu confio nelas.”

E por qual razão estou escrevendo sobre isso? Dois fatos me chamaram a atenção recentemente. Um diz respeito a uma moça que me procurou justamente para dizer sobre dado evento previsto para até 12 meses. Já haviam se passado 3 e ele não havia ocorrido. Percebem a concepção psicológica do tempo? Respondi que ainda temos um prazo pela frente e que eu mantenho minha interpretação.

O outro caso é de um rapaz. O prazo estipulado foi que a partir de 12 meses da consulta (e não em até 12 meses), o resultado do empreendimento dele seria X. Recebi o feedback dele essa semana (novembro/2016), 22 meses após a consulta. Foi ele quem protelou durante todo esse tempo tomar a decisão que acarretou finalmente no prognóstico já mostrado pelas cartas.

Outras tantas vezes já recebi feedbacks de consulentes dizendo que os eventos aconteceram antes do tempo determinado. Houve um caso que foi até engraçado (engraçado porque eu já conhecia o consulente e durante o atendimento ele “duvidou” do prognóstico, justamente por esse fato – eu ser sua conhecida e saber do “caso”). Foi um atendimento para um homem que queria saber sobre sua nova pretendente. Estipulamos o prazo de 6 meses e em 7 dias ele me escreveu “já terminou o que mal começou”.

Há vários métodos desenvolvidos por profissionais, com alguns funcionando muito bem para uns e para outros não. Nada substitui a prática e pesquisa constante do cartomante.

Bibliografia:
NUNES, Benedito. O Tempo na Narrativa. São Paulo, Ed. Ática, 1995.

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